terça-feira, 31 de agosto de 2010

Olha só você!

Você pousou em mim como borboleta. Leve, calma e bucólica.
Mas, ah quanta pressa daquele vento! Vento que te levou pra longe, correndo louco a te arrastar!
Eu fiquei, sabia que borboletas conheciam o caminho de volta. Fiquei.

Você voltou pra mim, eu já o esperava sorridente. Meus braços cansados e abertos te esperavam.
Não foi preciso te olhar com tanta atenção pra saber que você não era o mesmo.
Seu penso, sua pressa e seu desatento em pecar tantas vezes o que prometerá não fazer nunca mais.
Mostrei-te o caminho da curva que o vento fazia e te mandei pra lá. Não acredito mais em recomeço, não te espero nunca mais!

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