Você precisava de algo que te prendesse aqui. E eu dei isso a você.
Dei com tanta força que me prendi também, como o tiro que saiu pela culatra para atingir o bandido. Me prendi a você mocinho de filme.
Mocinho sim, você é tão doce que merece o “inho” depois de qualquer adjetivo para retratar doçura.
Mocinho daqueles que abre a porta do carro, que manda flores quando você tira a carteira de motorista e vai te buscar no hospital quando você bate o carro no muro.
Você não, EU. Tenho que exercitar o EU. O eu que EU me escondi por trás de você. Que em fez até confundir, eu sou eu e você é você, certo?!
Será que você precisava de algo pra lhe prender eu era eu?!
Preciso achar a minha identidade de novo. Não sendo eu nunca poderei chamá-lo de meu.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Distância.
O seu sorriso foi negro e pálido. Passivo.
Que crime!
O meu sangue frio escorrendo pela sua pele quente – eu não imaginei morrer assim, mas desejei.
A dor era tanta que pedi a Deus baixinho, me tira a vida, Meu Deus em tira.
E não passou com o tempo não. Mentira de quem disse que passaria.
Deixa eu te descrever como fiquei inerte.
Tinha acabado de chegar de viagem longa, estava de camisa curta e peito aberto.
Dei-te o beijo de bom dia, como de costume.
Aí, pare bem ia, nessa cena. Isso é só o que você precisa saber.
Não quero te dizer da dor, da faca, nem dos passos que dei chorando caminhando pelo vazio.
Você me jogou lá, sua bondade me jogou sem dor nem piedade.
E eu te odeio tanto só de lembrar. Do meu sangue desesperado rumando ao chão.
Você deixa estar lá para ver a dor, a minha dor de traição.
Eu quero te fazer pagar por tudo isso, quero queimar usas coisas e ver seu sangue.
Quero dizer que te odeio, mas, só sei falar que te amo.
Deixa a ferida curar que eu volto para você.
Com meu peito aberto, com a cicatriz marcada e com a faca na mão, para eu te dar.
- Toma tua faca, me marca de novo!
Volto sem te chamar de amor, ou chamando menos.
Porque cada facada deixa escapar uma parte daquele amor louco, que vaza do meu peito, indo embora para nunca mais voltar!
Que crime!
O meu sangue frio escorrendo pela sua pele quente – eu não imaginei morrer assim, mas desejei.
A dor era tanta que pedi a Deus baixinho, me tira a vida, Meu Deus em tira.
E não passou com o tempo não. Mentira de quem disse que passaria.
Deixa eu te descrever como fiquei inerte.
Tinha acabado de chegar de viagem longa, estava de camisa curta e peito aberto.
Dei-te o beijo de bom dia, como de costume.
Aí, pare bem ia, nessa cena. Isso é só o que você precisa saber.
Não quero te dizer da dor, da faca, nem dos passos que dei chorando caminhando pelo vazio.
Você me jogou lá, sua bondade me jogou sem dor nem piedade.
E eu te odeio tanto só de lembrar. Do meu sangue desesperado rumando ao chão.
Você deixa estar lá para ver a dor, a minha dor de traição.
Eu quero te fazer pagar por tudo isso, quero queimar usas coisas e ver seu sangue.
Quero dizer que te odeio, mas, só sei falar que te amo.
Deixa a ferida curar que eu volto para você.
Com meu peito aberto, com a cicatriz marcada e com a faca na mão, para eu te dar.
- Toma tua faca, me marca de novo!
Volto sem te chamar de amor, ou chamando menos.
Porque cada facada deixa escapar uma parte daquele amor louco, que vaza do meu peito, indo embora para nunca mais voltar!
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Olha só você!
Você pousou em mim como borboleta. Leve, calma e bucólica.
Mas, ah quanta pressa daquele vento! Vento que te levou pra longe, correndo louco a te arrastar!
Eu fiquei, sabia que borboletas conheciam o caminho de volta. Fiquei.
Você voltou pra mim, eu já o esperava sorridente. Meus braços cansados e abertos te esperavam.
Não foi preciso te olhar com tanta atenção pra saber que você não era o mesmo.
Seu penso, sua pressa e seu desatento em pecar tantas vezes o que prometerá não fazer nunca mais.
Mostrei-te o caminho da curva que o vento fazia e te mandei pra lá. Não acredito mais em recomeço, não te espero nunca mais!
Mas, ah quanta pressa daquele vento! Vento que te levou pra longe, correndo louco a te arrastar!
Eu fiquei, sabia que borboletas conheciam o caminho de volta. Fiquei.
Você voltou pra mim, eu já o esperava sorridente. Meus braços cansados e abertos te esperavam.
Não foi preciso te olhar com tanta atenção pra saber que você não era o mesmo.
Seu penso, sua pressa e seu desatento em pecar tantas vezes o que prometerá não fazer nunca mais.
Mostrei-te o caminho da curva que o vento fazia e te mandei pra lá. Não acredito mais em recomeço, não te espero nunca mais!
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