Não faz calor essa época do ano na Rússia, ainda assim meu corpo queima. Há poucas coisas a arranjar. Tomo minha ultima xícara de chá. Não sei se tenho coragem... Sim eu tenho.
A corda já está aqui e chama meu pescoço firmemente. Já não era eu quem praticava as ações do meu ultimo dia, era ela. Ultima olhada pela vidraça, era a noite fria russa.
Tempo para uma carta?... Deus receba meu corpo virgem e ingênuo e minha mente satânica; Receba o corpo abrasador e os olhos frios. Receba minha discordância, minha fé e minha juventude. Tome tudo, não quero mais nada..
E ainda existe quem a amaria assim, frígida dentro de um caixão.
Maria, 28/10 às 12h59min.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
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